Cantou-se a liberdade no Bataclan

Cap Magellan

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Cantou-se a liberdade no Bataclan

A Resistência esteve presente no Bataclan no dia 29 de janeiro de 2017 onde se cantou a liberdade!

A força da língua portuguesa e a união de uma nação viveu-se no domingo 29 de janeiro de 2017, no concerto do grupo Resistência no Bataclan.Foram 1700 pessoas unidas, a cantar pela liberdade, num concerto certamente inesquécivel para todos aqueles que estiveram presentes e que tiveram o prazer de assistir a este excelente momento musical.

 O grupo Resistência, que surgiu no início dos anos 90, reúne artistas provenientes de diversas bandas portuguesas com um objetivo comum: cantar pela liberdade, pela união, pela força e claro, em português. O grupo constituído por Alexandre Frazão na bateria, José Salgueiro na percussão, Fernando Júdice, Pedro Jóia e Mário Delgado na Guitarra, Miguel Ângelo e Olavo Bilac na voz e Fernando Cunha eTim na voz e guitarra, aceitou o convite da Cap Magellan e veio a Paris desejar um feliz 25° aniversário à associação e cantar-lhe os parabéns.

 Esta relação de amizade entre o grupo Resistência e a Cap Magellan remonta ao 4 de fevereiro de 1994, data do primeiro concerto da Resistência organizado pela associação no Zénith. Várias foram as emoções revividas no concerto de domingo por aqueles que estiveram também no Zénith em 1994, por aqueles que viram o grupo pela primeira vez e por aqueles que vieram apenas para descobrir o grupo ou pelo símbolo da resistência no Bataclan.

 O concerto que veio encerrar os primeiros Estados Gerais da Lusodescendencia na Europa e celebrar o aniversário da associação, foi também o momento para prestar homenagem às duas vitimas lusodescendentes dos atentados do 13 de novembro de 2015 e às suas familias, num discurso emocionado feito por Hermano Sanches Ruivo, um dos fundadores da Cap Magellan, e actualmente vereador executivo junto da presidente da Câmara de Paris. 

 O espetáculo começou com a prestação de dois jovens artistas talentosos que surpreenderam o público presente: Dani Selva e Lúcia de Carvalho acompanhada de Edouard Heilbronn na guitarra. Após a magnifica prestação destes jovens artistas, o público estava ao rubro e impaciente para ver o mitico grupo português.

Quando a Resistência entrou no palco, a emoção e a alegria geral eram palpáveis e o grupo escolheu a música “Nasce Selvagem” para iniciar esta aventura músical. A letra do refrão “Quando alguém nasce, Nasce selvagem, Não é de ninguém” foi cantada em alto e bom som pelos fãs do grupo. A Resistência continuou com outros clássicos como “Não sou o único” , “Circo de Feras”, “Vai sem medo”, “Timor” ou “A noite”. Os fãs saltavam, dançavam e cantavam com o grupo criando uma dinâmica incrível e um ambiente de concerto verdadeiramente fantástico. 

 A Resistência, um grupo que já conta com alguns anos mas que ainda aceita jovens desafios... O desafio mais recente aceite pelo grupo e que demonstra o seu espirito jovial foi lançado pela Cap Magellan umas semanas antes da vinda da Resistência a Paris: Fazer um “Mannequin Challenge”. No dia do concerto, Luciana Gouveia, Delegada geral da associação e Dina Sanches, responsável activa dos primeiros anos da associação, fazendo aqui a ligação entre a equipa de agora e a equipa de há 25 anos, tinham subido ao palco uns minutos antes da entrada do grupo em cena para convidar o público a participar igualmente neste desafio ao ouviram a palavra chave: Silêncio! A grande surpresa veio durante a música “Liberdade” e para aqueles que não tiveram a oportunidade de presenciar este momento ao vivo, lançamos aqui o desafio de procurarem o vídeo na nossa página Youtube – Cap Magellan TV.

Fez-se história no Bataclan neste final do mês de janeiro e esta foi uma história de amizade, alegria, união e liberdade. Um concerto que permitiu aproximar lusodescendentes, portugueses e franceses e que ficará na memória de todos durante muito tempo. A presença da Resistência no Bataclan em Paris simboliza a força e a união de uma nação, simboliza a luta pela promoção de uma língua e de uma cultura, simboliza o sonho de construir um mundo melhor e simboliza acima de tudo a liberdade.

Raquel Andrade

capmag@capmagellan.org

Crédits Photo : Philippe Martins





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