O desporto em revista um ano frenético!

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O desporto em revista um ano frenético!

O ano de 2016 marca um período douradoparao despor to por tuguês.

 Apesar das diversas limitações financeiras e muitas vezes de organização, tal facto não impediu as cores nacionais de brilharem em múltiplas modalidades, conquistando um conjunto de resultados claramente acima da expectativa. Num país que por vezes tem receio de mostrar o que de melhor se faz, o desporto tem elevado o nome de Portugal no mundo, esbatendo fronteiras e lançando um claro desafio para outros sectores da sociedade: é altura de apostar no mérito.

O ano fica naturalmente marcado pela maior conquista do futebol português – o título da selecção nacional no Europeu de França, numa final decidida apenas no prolongamento frente ao país anfitrião. O futebol defensivo, mas altamente eficaz surpreendeu a Europa e o país rendeu-se aos pupilos de Fernando Santos. Resta agora não esmorecer na caminhada rumo ao Mundial da Rússia em 2018. 

E se o futebol masculino deu cartas, a equipa feminina não ficou atrás, conseguindo um inédito apuramento para uma fase final de uma grande competição, eliminando a Roménia no play-off de acesso ao Europeu a realizar no próximo ano na Holanda.

A nível nacional o ano futebolístico ficou marcado pela estreia de sucesso de Rui Vitória no comando do Benfica, tricampeão nos festejos de Maio e pela conquista da Taça de Portugal por parte do Sporting de Braga.

Mas nem só de futebol se fizeram as conquistas lusas. Um ano marcado pelo bronze de Telma Monteiro nas Olimpíadas do Rio de Janeiro e que abrilhantou um percurso quase imaculado ao nível da conquista de medalhas em europeus e mundiais de judo. Um ano que permitiu o regresso da selecção nacional de Hóquei em Patins aos títulos europeus depois da vitória em Oliveira de Azeméis frente à Itália, quebrando um jejum de 18 anos.

Outra das modalidades em destaque foi o atletismo, com os títulos europeus de Sara Moreira na meia-maratona, o título colectivo feminino na mesma prova e o título europeu de Patrícia Mamona no triplo salto. E foi no atletismo que se verificou a maior perda no desporto nacional, com a partida de Moniz Pereira, o “Senhor Atletismo”, responsável por alguns dos maiores feitos do desporto nacional e treinador de nomes como Carlos Lopes, Fernando Mamede, Domingos Castro ou Dionísio Castro.

Seria igualmente injusto não referir a brilhante época de João Sousa, que chegou a atingir o top 30 no ranking mundial do ténis e de Gastão Elias, solidamente no top 100 mundial. 

Há muitos anos que o desporto nacional não vivia um período tão áureo, conjugado com uma aposta clara no desporto escolar e na valorização da educação física, visível na inclusão da classificação desta disciplina na média do ensino, eliminado o estatuto de inferioridade da disciplina no curriculum académico nacional. 

Bruno Ferreira Costa 




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